"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Cristianismo pos-moderno: a sutileza de satanás



A ressignificação das verdades de Deus conquistou os corações do que é aceito como cristianismo. Caracteriza-se pela presença de conceitos e práticas absolutamente estranhos às Escrituras.

A conversão, por exemplo, que é a resposta humana à poderosa ação regeneradora de Deus, adquiriu significados e resultados absolutamente particulares, que em nada expressam o caráter do próprio Deus. 

Nessa roupagem pós-moderna, a ação de Deus sobre suas criaturas nada mais é que a mera troca de religião. É o homem, e não Deus, quem assume o senhorio da vida, logo cada um vive em completa autonomia intelectual e moral.

Recorrendo às Escrituras apenas em busca dos fundamentos para canonizar suas ideias e perversões. Em busca de promoção, rejeitam a Cristo, e este crucificado, oferecendo a si mesmos. Com todo engano e injustiça constroem e fortalecem mentes seculares para esse cristianismo dos últimos dias.

Paulo escrevendo a  Timóteo, fala sobre este tempo. Afirma que o engano se multiplicaria e os demônios fariam seus batalhões teológicos.

Onde muitos, rejeitando a verdade, se reuniriam em torno de doutores em busca de novidades para satisfação e agrado de seus corações.

E sobre essa geração, ele diz que ela é corrupta de entendimento e privada da verdade.

Finaliza com a advertência:

Homem de Deus, foge destas coisas, segue a justiça, a piedade, a fé o amor a paciência e mansidão.
O tempo  mostrará o bem aventurado e único Rei dos reis, Senhor dos senhores.


Que o Senhor nos proteja do espírito que já atua neste tempo.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Levados e deixados - Mateus 24








Muito foi – e será – escrito a respeito do texto de Mateus 24.40-41. O objetivo desta análise é oferecer um significado ao termo “levado” desta passagem. 


A compreensão do contexto é necessária. Está inserido na resposta do Senhor sobre sua vinda – A segunda. 

Jesus apresenta detalhes que nos permitem identificar o cenário que antecede Sua vinda. Um tempo de instabilidades e crises. A farsa religiosa com o surgimento de falsos Messias (5). A insegurança social com o anúncio de guerras e rumores de guerra, de nações contra nações (6,7). Adicionando-se ainda, doenças e catástrofes naturais (7).

A partir do v. 15 as descrições indicam um cenário mais peculiar. 
  •           O profeta Daniel, refere-se ao Templo de Jerusalém (15)
  •           Perseguição na Judeia (16).
  •           A expectativa pela chegada do Messias (23,24)
  •           O inverno e o sábado (20)

Esse cenário aponta para Israel, seu povo e seus costumes.

Logo depois o texto anuncia a vinda do Senhor (27). Percebe-se um padrão na descrição do Senhor relacionados aos eventos que antecedem sua vinda: 


Perseguição e Insegurança.
Este padrão é repetido até os versos 29 e 30, quando diz:
“E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. (Mt 24.29,30).
Mas, ao utilizar o Dilúvio, descreve o tempo imediatamente após. "Até que veio o dilúvio", pondo fim a descrição dos eventos anteriores. É um paralelo para sua vinda - "assim será NA VINDA".  
E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam até que veio o dilúvio e os levou a todos, assim será na vinda do Filho do homem (Mt 24:37-39)

É neste contexto que se encontra o termo “levado” - "Até que veio o dilúvio e os levou". Assim, associa Sua vinda à chegada das águas do Dilúvio.

O Dilúvio, portanto, fornece ao termo “levado” o caráter de juízo, ou condenação por meio das águas. O mesmo sentido deve ser dado ao termo “levado” presente em nosso texto - os que se encontram no campo. Ou seja, aquele que for levado, significa que foi morto, ou tomado para juízo.

O termo “levado” não pode ser benefício, ou bondade, pois contraria a ilustração do  paralelo feito pelo Senhor. Portanto, o termo “levado” deve significar condenação - “juízo” 

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

O ENGODO: POR QUE JESUS DOBROU O LENÇO? (Jo 20.7)


Recebi um texto cujo título é “POR QUE JESUS DOBROU O LENÇO? ” Seu conteúdo faz referência a João 20:7. Que diz: “O lenço, que estivera sobre a cabeça de Jesus, não estava com os panos, mas enrolado num lugar à parte”. 

A intensão do autor é explicar o motivo pelo qual Jesus, depois de sua ressurreição, pegou o lenço que envolveu sua cabeça no sepulcro, pondo-o à parte. Para isto ele recorre ao que chama de “uma tradição Hebraica da época”. Entretanto, nenhuma fonte é fornecida, para garantir a existência de tal tradição. Busquei a fonte que validasse tal tradição, porém sem sucesso.

O contexto da “tradição Hebraica da época”, sugerida pelo autor, envolve uma refeição. Nela há, o amo, e seu servo, além de condutas, e símbolos. Tal tradição encerra-se com duas lições. Ambas se referem a forma com que o lenço é deixado sobre a mesa. São mensagens do Amo para seu servo. Se ficasse embolado sobre a mesa. Significava. Eu terminei. Porém, se o lenço fosse deixado ao lado do prato significava. Eu voltarei.    

Este significado, "Eu voltarei, é utilizado pelo autor do texto para explicar o cenário no interior do sepulcro, após a ressurreição de Jesus. Assim, a forma com que o lenço é deixado sobre a mesa, na tradição hebraica, dá significado à cena no interior do sepulcro. Ou seja, Jesus ao deixar o lenço à parte, no interior do sepulcro, procurava simbolicamente ensinar sua segunda vinda, de acordo com a tradição.

Mesmo sem evidências sobre tal, mas a aceitando. São vários os aspectos em que se percebe o engodo hermenêutico. Distorções e personalismos são adotados para criar formas ocultas e subliminares de chegar à verdade. Vejamos algumas das distorções presentes na explicação do texto bíblico.

O paralelo sugerido pelo autor une contextos adversos. Comparar uma refeição à morte ou ressureição, sem dúvida impõe ao texto o significado que o autor quer, e não o significado que o texto oferece naturalmente. É necessário sair das Escrituras, para artificialmente, encontrar o paralelo pretendido.

E sobre o texto original de João. Lá não diz que Jesus dobrou o lenço. Diz apenas que, o lenço foi enrolado, e deixado à parte. Não há como estabelecer um paralelo entre o cenário descrito no texto bíblico e na lição oferecida pela tal tradição hebraica.

Outra questão, sugerida pelo autor do texto, que foge completamente às Escrituras, é a relação entre servo e o amo, expostos na tradição. Jesus claramente já dissera aos seus discípulos, os mesmos que entraram no túmulo, que não eram servos, mas amigos. Veja, João 15:15. 


Ainda outro ponto estranho, é a “ ilustração oculta” proposta pelo texto.  Já que o lenço dobrado significa, "Eu voltarei! ”. Jesus ensinava sobre sua segunda vinda.  Não há  necessidade de tratar subliminarmente um ensino já consolidado.  Jesus já havia lhes garantido que voltaria. No Evangelho de João, capítulo 14. Jesus diz aos seus discípulos. Não os deixarei órfãos, voltarei. No Evangelho de Mateus, os discípulos perguntam sobre sua segunda vinda. Dois capítulos. 24 e 25, são dedicados a resposta dada. O que torna sem sentido, ensinar por meio de figuras, aquilo que havia sido feito ás claras.
Podemos concluir que tal interpretação é enganosa. Aproveita-se da fragilidade de nossas convicções. Seus métodos desviam-se dos métodos cristãos. De fato, são próprios das religiões de mistérios. O sucesso que faz em nosso meio, mostra a imaturidade e a autonomia religiosa que vivemos. Onde frases bem elaboradas e novidades tem poder para estabelecer uma nova verdade. Vemos que as pessoas estão ávidas por fazer das Escrituras o suporte para seus devaneios, fugindo do que o Senhor nos deixou escrito. 


Precisamos voltar à simplicidade de Cristo.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

As Escrituras e as trevas do catolicismo romano




O povo que andava em trevas viu uma grande luz. E sobre os que habitavam na terra de profunda escuridão, resplandeceu a luz.

Este texto está no livro do profeta Isaías - Capítulo 9, verso 2. Faz referência a vinda de Jesus, mas o utilizo para ilustrar o efeito que as Escrituras produziram ao iluminarem o mundo que jazia em trevas, quando dos primeiros sonidos da Reforma Protestante... 

Na terra de profunda escuridão resplandeceu a luz.

Sem dúvida, o mundo de então, cuja religiosidade tinham profundas marcas do ocultismo e charlatanismo. O sofisma da falsa sabedoria e as tradições fortaleciam e alimentavam a ignorância dos povos. 

Eis aí teus deuses! Dizia o clero para caricaturas e imagens de madeira e gesso - deus, obra de mãos humanas. Assim, literalmente, vendiam a esperança de um lugar no céu, cuja única certeza eram os lucros e poder.

Quando as Escrituras brotaram nas trevas, apenas um livro. Mas, que tamanho poder, significou o revelação a autoridade e poder da palavra do próprio Deus ao mundo.

Ficara claro: Deus realmente falava com suas criaturas!!! As portas do céu foram abertas permitindo-nos conhecer o Altíssimo. Não há precedentes na história algo de tamanha magnitude. O mundo jamais foi o mesmo.

A partir de então, a humanidade percebeu a realidade. A liberdade ganhou uma dimensão impensável. Deus deu-se a conhecer, conheceu-se a Deus, o Senhor de todos os homens.

Seu poder e seu amor foram evidenciados. Sim, é Ele quem derrama suas bênçãos com as colheitas, com a sabedoria, com o cuidado. É ele quem imprimiu o amor em nossos corações.
Anunciou, 700 anos sua vinda a este mundo, sua maior manifestação de amor aos homens, Jesus, seu Cristo.  Morreu para chamar à vida aos mortos. O misticismo das velas, o falso poder temporal dos homens, o poder econômico na ostentação litúrgica passaram a ser, o que de fato são, incapazes de dar vida, e dar esperança. 

Apenas pela fé, um simples ato, substituiu a pompa do engano religioso.

A soberania do clero ruiu, os mitos e falsos misticismos foram questionados. 

E o Deus autoexistente, que mesmo além deste mundo, é sobre o mundo, conduzindo-o. Tais conhecimentos passaram a determinar a dinâmica da vida. Sim, veio deste livro, apenas um Livro, a compreensão do passado, do presente, e a certeza do futuro.

Pois, de forma surpreendente, Deus afirma e determina o que virá a ocorrer. E tudo deixou escrito no seu Livro. E apenas nele. 

O Livro. A palavra de Deus.

Sola Scriptura!

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Jesus Cristo, o cristão e o natal






Uma reflexão cristã sobre o natal. 

Por se pretender cristão, uma abordagem é necessária.

A característica determinante do cristianismo é a observação das Escrituras, pois nela está o regramento da verdade, estabelecido por Deus. O ético, o justo, mesmo, o imoral e o profano estão nelas determinados. Pois, os aspectos fundamentais da vida foram determinados por Aquele que a criou e, também, a preserva.

Mas, devemos ressaltar que este “efetivo” conhecimento foi construído por Deus. Sim. Deus o estendeu exclusivamente aos cristãos. A crença em Jesus, como Deus, e a submissão a Ele, é plano de Deus e não dos anseios humanos.

Consequentemente, os limites da capacidade do mundo dos ímpios, ou seja, o mundo não cristão, em constrangimento, não apenas rejeita, mas se opõe a verdade. Este sentimento contrário a Deus, despreza as sólidas evidências existentes, mesmo estando essas ao seu alcance.

Vejamos. A quantidade de profecias que anunciavam a vinda de Jesus ao mundo.
Nenhum personagem religioso ou não, foi previsto milênios antes de seu nascimento, e com tamanha precisão.

Sua concepção excepcional, em que família nasceria, a cidade e as condições em que ocorreria. Além de sua vida, a forma como morreria, bem como, sua ressurreição, documentada e presenciada por multidões. Todos estes fatos, foram previstos séculos antes que ocorressem.

E da mesma forma, como foram cumpridos, também se cumprirá sua vinda para reinar sobre toda terra.

Adicione a isso, apesar da sistemática tentativa de extermínio, o povo judeu. Um povo criado e preservado ao longo da história para servir de berço e raça do próprio Deus. Assim, o cristianismo, somando-se aos judeus, testemunham a existência e presença de Deus entre nós. Isso faz do cristianismo único,  sobrenatural.

Em oposição, o mundo não-cristão empreende esforços para negar tais verdades. Seguem suas convicções, negando a existência do Deus das Escrituras. E esta empresa se manifesta por meio da cultura, psicologia, filosofia e das religiões.

O natal é parte deste grande empreendimento de oposição. Nele há acentuada e clara tentativa de ensinar um falso Jesus, onde lhe negam a divindade, garantindo-lhe a certeza de um mito fantasioso.

Numa impossível data, o mundo celebra o nascimento de Deus. O criador do universo é apresentado inerte em uma manjedoura. Congelado, absurdamente, fazem-no uma permanente criança, cujo futuro e passos são determinados pelos homens. Desqualificam sua real existência e seu poder.

Em torno dele, comidas, bebidas, presentes e gorros vermelhos completam o cenário. Assim, rodeado de mitos e folclore, intencionalmente, transformam-no em utopia, pois, esta é a ideia.

Entendo a zombaria na intenção, são todos ímpios, falsos sábios. Que assim o façam!  Mas, é completamente incompreensível que cristãos a isso se alinhem.

Devemos, sim, rejeitar, e nos opor a toda tentativa de paganizar o cristianismo. Seja pelo natal, seja por outro qualquer “movimento”. Nosso real relacionamento com Deus, não se expressa por meio de sentimentalismos estranhos. Não é isso que observa o Senhor. Pois, Ele mesmo diz:

“Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sois meus discípulos. E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8:31-32).



quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Suicídio - O que orientam as Escrituras




Suicídio.

É possível afirmar o destino de um suicida? É possível ao crente dar fim a sua própria vida? Ou crentes não se matam? Está posta a questão.
Devemos entender a tese, pois apenas assim não nos desviaremos para outras questões, mantendo-nos, de fato, naquilo que nos interessa. 
  
Não está em questão se o crente é autorizado por Deus para tal, pois sabemos que não. Tampouco, se o suicídio, ou qualquer outro pecado, é um comportamento esperado entre os santos do Senhor. Tais questões não devem ser objeto de discussão. Logo, não se trata desta questão, mas sobre os limites de nossa competência para julgar o fato, determinando o relacionamento daquele que tirou a própria vida e Deus. 

E a pergunta a ser feita é, o diz a revelação do Senhor, a respeito do destino eterno daquele que tirou sua própria vida?

Quem somos.
A questão faz parte da aplicação da justiça de Deus. Devemos pois, saber até que ponto estamos autorizados e qualificados para aplicá-la em Seu nome? (Mateus 18.18, Romanos 6.13; 12.1-2; Primeira Coríntios  5.12-13; 6.3).
  1. Nossa comissão. Fomos comissionados para conduzirmos nossas vidas em santidade, lutando contra o pecado. (Levítico. 20.7, Primeira Coríntios  4.9-16, Primeira Pedro 1.15)
  2. Nossa limitação – percepção . Somos limitados em nossos sentimentos e percepções. Isso nos impede avaliar as motivações que produzem os fatos. P. ex. não disciplinamos pessoas por suas motivações, mas por seus atos consumados – o factual, possível de aferir. (Primeira Coríntios  5.12-13, Apocalipse. 22.6)
  3. Nossa limitação – conduta. Mesmo que o Senhor nos garanta o livramento (Primeira Coríntios  10.13), sucumbimos. Sucumbiram grande homens (Gálatas 2.11). As Igrejas de Apocalipse são exortadas sobre seus pecados (2.4, 2.16, 2.20, 3.2). Ainda que revele ingratidão e fraqueza, mesmo remidos, somos pecadores.
Portanto, nos compete a observação dos frutos (Mateus 7.16-20), contudo, devemos reconhecer que não temos a competência para estabelecer o futuro das pessoas - quem estará no céu ou não.  (Daniel 12.9; Mateus 20.23). Doutro modo usurparíamos  prerrogativas divinas.

Se isso posto é verdadeiro, somos capazes e advertidos a considerar os fatos, e não as “motivações”. Em nossa percepção, somos incapazes de esquadrinhar todas as dimensões que envolvem a vida que nos cerca.  Desconhecemos toda a extensão do efetivo relacionamento de uma pessoa com Deus.  

O suicídio é pecado.
De fato, é condenável atentar contra a própria vida, mas Deus NÃO nos conferiu a capacidade para afiançar a respeito das consequências eternas deste ato. Pois, os valores que levam as pessoas às decisões encontram-se fora de nossa percepção.

Podemos afirmar que tirar a vida de forma premeditada, no caso o suicídio, é pecado. Logo, não é o que se espera de um crente - como nenhum outro pecado!
Mesmo que envolto em dificuldades para serem definidas suas causas, tal decisão não decorre da falta de conteúdo das Escrituras, tampouco de uma falha em Deus. Não somos capazes de afirmar o que leva uma pessoa a cometer tal ato, exceto pela falta de confiança nas promessas do Senhor.

Entretanto, é preciso reconhecer que todos morreremos em pecado. A Escritura alerta para nulidade de nossa justiça (Is 64.6); a oferta permanente de perdão implica em nossa fragilidade diante da natureza do pecado, com a que ainda lutamos (Primeira João 1.10). Ninguém nesta carne está fora da ação do pecado, para isso a Glorificação (Primeira Coríntios  15.50, Gálatas 5.17). A santidade exigida deve tomar como base a santidade revelada do Senhor (Habacuque 1.13).

Seja atentando contra a vida, seja atentando contra o caráter de Deus, pecamos, e assim morreremos. São suas infinitas misericórdias que nos garantem o lar celestial. (Lamentações 3.22).

A lição de Sansão.  
É recorrente a questão suscitar a experiência de suicídio de homens que foram usados por Deus. As posições divergem se Sansão e Saul podem contribuir para questão. Quanto a Sansão, a despeito de várias questões, prestou grande serviço ao Senhor, a ponto de estar arrolado na galeria dos homens fiéis. (Hebreus 11). O que deve nos levar a reconhecer que existem mistérios, além de nossa compreensão, quando da aplicação da justiça de Deus aos pecadores. Pessoalmente, entendo que a análise desses episódios pouco contribuem para solução, pois, pertencem a um tempo que exige prudência quanto às suas conclusões, o que ainda, recomenda o Princípio do Distanciamento.

O que de lá podemos afirmar é que temos um Deus misericordioso, e que seus feitos não se podem esquadrinhar completamente. (Salmo 145.3, 139.6,17, Romanos 11.33)

O sangue da expiação.
Outra questão a ser superada, é a discussão sobre o poder e extensão do sangue do Senhor, pois são declarações já estabelecidas, que para nossa discussão não cabem reconsiderações. Pois, de fato, as Escrituras são fartas em afirmar que sua expiação é perfeita e completa, e que se APLICA somente aos eleitos. (Romanos 8.29-30; Primeira João 1.7).

A suficiência das Escrituras.
Devemos recorrer às Escrituras por sua suficiência, e autoridade, assim obteremos as advertências de Deus contra o pecado. (Segunda Timóteo 3.16-17). Nenhum outro instrumento é normativo, inclusive as demais sugestões e experiências virão contaminados por nós mesmos (Provérbios 3.5). E guardando prudência para não ultrapassarmos os marcos estabelecidos pelo Senhor. (Deuteronômio 29.29).

A busca por recomendações específicas que considerem o “suicídio ou o espírito suicida” deve ser realizada.

Os textos a seguir advertem contra a prática de pecados, qualificando-os. O critério adotado para seleção relacionou-os à restrição de acesso ao reino de Deus, a impiedade ou juízo. Ou seja, qualificadores de condenação.  
Apocalipse 22.15.
·         Cães, feiticeiros, fornicadores, homicidas e idólatras e mentirosos.
Apocalipse 21.8.
·         Covardes (tímido, medroso, acanhado), incrédulos, abomináveis, homicidas, fornicadores, feiticeiros, idólatras, mentirosos.
Primeira Pedro 4:3.
·         Dissoluções, concupiscências, borrachices, glutonarias, bebedices e abomináveis idolatrias.
Primeira Timóteo 1.9-10.
·         Injustos, obstinados, ímpios, pecadores, profanos, ira religiosos, parricidas, matricidas, homicidas, fornicadores, sodomitas, roubadores de homens, mentirosos, perjuros, contra a doutrina.
Colossenses 3:5.
·         Inclinações carnais: a prostituição, a impureza, a paixão, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria.
Efésios 5:5.
·         Devasso, ou impuro, ou avarento, o qual é idólatra.
Primeira Coríntios 6.9.
·         Injustos, fornicadores, idólatras, adúlteros, efeminados, sodomitas, ladrões, avarentos, bêbados, maldizentes, roubadores.
Primeira Coríntios 5.11.
·         Fornicador, avarento, idólatra, maldizente, beberrão, roubador.

Temos ainda as Obras da carne. Em Gálatas capítulo 5.
·         Prostituição, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas.

A despeito de reconhecer que o elenco de pecados apresentado não é exaustivo, contudo, podemos afirmá-lo como significativo. São estes que Deus nos forneceu para observarmos em nossa vida pessoal, na condução da Igreja e na avaliação de mundo. E a Escritura dispôs daquilo que o Senhor considera suficiente para nossas vidas.

Os textos alistados, inclusive com a descrição das obras da carne, representam várias categorias de prazer ilícito, de pecados. Traz em particular pecados contra a vida: homicídio, matricídio, parricídio, contudo não traz qualquer citação direta a respeito de suicídio.  

É possível, entretanto, alegar-se que o suicídio é consequência de algum desses pecados. Caso verdadeiro, é a prática desse pecado que devemos avaliar, e não o suicídio não listado pelo Senhor.  

A Igreja de fracos e fortes.
Sabemos que há em nosso meio pessoas que não foram regeneradas. Mas, sabemos também, que entre regenerados há os fortes e fracos (Romanos 14.1; 15.1; Primeira Coríntios  4.10; Segunda Coríntios  13.9). No capítulo 8 de Primeira carta aos coríntios, o Senhor ao combater a soberba, nos alerta quanto a existência de irmão fraco. E por isso, devemos ter com eles especial atenção para não os levar ao desânimo, pois são “eleitos de Deus”. (Primeira Coríntios  8.11). 
Aqueles irmãos que em nossa sabedoria afirmamos ser fracos, Deus os chama de amados.

As causas dos suicídios.
A lista a seguir de causas foi obtida de entidades não-Cristãs, inclusive a Organização Mundial de Saúde – OMS.
  • Solidão, Depressão, Fim de relacionamentos, Dinheiro & profissão.
  • Bullying, Transição adolescente para adulto, Perdas.
  • Outras doenças, Homossexualismo.
As causas acima podem ser sumarizadas como conflitos em geral. Que se apresentam com tal poder que leva à pessoa atentar contra a própria vida. Seja uma dificuldade real ou somatizada, reflete incredulidade.

Conclusão
Concluímos que a plena aplicação da justiça de Deus é  prerrogativa exclusivamente sua, privilegiando-nos para expressá-la em nossas vidas e aplicá-la apenas aos pecados perceptíveis e consumados. (Tiago 1.13-15).

E devemos reconhecer, que grande parte da vida de nossos irmãos, está oculta aos nossos olhos. Não sabemos dos efeitos promovidos pela leitura e ensino das Escrituras, tampouco penetramos no coração devocional dos santos do Senhor.

Além de que, estamos diante dos inescrutáveis planos de Deus, onde estão sua misericórdia, graça e justiça(Salmo 139.6), utilizando-os segundo seu santo querer. (Efésios 1.5).

Há em nosso meio fracos e fortes. Com comportamentos variados. Mas, tanto fortes, quanto fracos, morreremos todos em pecados, semelhantemente aos suicidas.

Podemos e devemos afirmar que o suicídio é pecado. Mas, qual o último clamor daquele suicida? Não o sabemos. De fato, não dispomos de critérios bíblicos para separar aquele que morreu endividado, daquele que morreu envolvido em mentiras, tampouco daquele pôs fim à própria vida.
“Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós”. Ou “Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino”.(Lucas 23:39-43).
Foram as últimas palavras de dois homens. Apenas o Senhor poderia estabelecer seus destinos eternos. 

Acredito não estarmos autorizados a substituir os “fatos da vida de uma pessoa”, afirmando “juízo” apenas sobre um único e intempestivo ato.

O dogma, neste caso, traz grande risco, por ultrapassar os marcos da revelação do Senhor.  
Ao contemplar a grandeza do Senhor, o salmista reconheceu nossa pequenez. “Tal ciência é para mim maravilhosíssima. Tão alta, que não a posso atingir”. (Salmo 139:6).

Deus, tudo indica, reservou apenas para si a questão.
Ao único Deus sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora, e para todo o sempre. Amém.(Judas 1:25).

É nossa oração. 

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

De volta a Auschwitz

Presenciamos um extermínio, sem que percebamos o que representa a fumaça expelida pelas as chaminés da modernidade tecnológica.

A ideia é, a partir da perspectiva cristã, avaliar a humanidade, e a direção em que segue.

Iniciamos, afirmando que, o que vivemos hoje, remonta a tempos ancestrais. O ponto de partida surgiu da proposta que o homem poderia ser deus. Isto está escrito em Gn 3.5. Esse é o fundamento que sustenta e orienta o pensamento humano.  A busca por essa identidade divina, fez com que uma falácia fosse transformada em verdade inquestionável. Falamos sobre as teses evolucionistas. Abriram-se os portões de Auschwitz e para seu interior conduziram a razão.

Estabeleceu-se como verdade que a vida é obra do acaso e da impessoalidade. Tudo que somos, esteve em uma única e simples célula. E por meio dela, chegou-se à complexidade que hoje conhecemos e partilhamos. Esse improvável processo continua, e sua promessa é levar o homem, assim, de substância impessoal à perfeição divina. Essa é a perspectiva humana, libertar-se de Deus, fazendo-se um. 

Negando essa perspectiva, e colocando o homem, em sua real história, encontrando-o por suas condutas, o vemos em uma espiral descendente. O sentido é inverso à pretensão autoproclamada. Essa evidência é suficiente para que seja determinada a direção em que segue a humanidade. Essa é a voz e visão de Deus. O Criador.  

A defesa da pretensa divindade humana, apresenta a tecnologia, como sua mais forte testemunha. Os equipamentos, as conquistas, a comunicação tem levado às melhorias, são as provas e garantias da evolução. E, por ela, acreditam, o homem será eterno e senhor do universo.

Tais argumentos, na verdade, servem como cortina de fumaça. Cuja tentativa se presta a esconder a real condição humana. A natureza humana em sua existência, em suas escolhas e esperança construída, é quem, de fato, nos interessa. E não a tecnologia.

E o encontramos, debruçado nas redes e mídias sociais, submetido a elas, sendo por elas transformado. Sendo delas escravo, e não senhor.

Como um rebanho, repetem os mesmos sons, são teclados febris, dando ritmo às mentes ávidas por um mundo que não existe. As redes, como que um útero, fornecem os nutrientes para construção de uma nova mente, e por ela, uma nova sociedade.

Estabeleceram um falso cenário, em que a futilidade soberanamente, transformou a razão em empecilho. Devemos entender razão neste contexto, simplesmente, como o ato de validar um conteúdo, ou perceber um argumento, e por fim, organizá-los em ideias... e nada mais que isso. A tecnologia tem levado ao abandono da razão. E ela que se pretende como grito de liberdade, o tem levado em direção aos animais.

Contudo, este cenário de ilusão, estranhamente, atribuiu, ao abandono da razão, o nome de liberdade. Onde o engano e a futilidade têm a primazia. Como bem diz o Senhor, julgando-se livres, mas escravos da corrupção. (2 Pe 2.19).

E pela liberdade conquistada adquiriu-se o direito de opor-se ao conhecimento estabelecido. Agora, livre, tudo deve ser desconstruído. Assim, os valores que formaram e sustentaram o que existe, passaram a ser enganosos.  Mesmo que para tanto, subvertam a biologia, a física, a genética e outras disciplinas, de fato, científicas. Não importa, pois, a liberdade estabelecida deu-lhe esse poder. E a vontade coletiva, ou individual, passou a ser suficiente para dar um novo sentido à existência. São dimensões utópicas que a liberdade "conquistada" outorgou.  

E, em seu passo fundamental em direção à divindade reconstruiu uma nova moral. Em nome do respeito às diferenças, ocultou a devassidão, mãe da nova felicidade. Assim, lançadas estão as bases da nova sociedade. A família, apelidou-se de tradicional, e foi vista como um retrocesso. O macho e fêmea, são aberrações, que se prestam a obstruir a liberdade e a felicidade.  E Deus, sendo culpado pela perda ao longo da história humana, foi sentenciado à câmara de gás.

Como deuses, sacam suas varinhas mágicas, retirando seu mundo do mundo. Exterminando os significados, acomodando-se à lógica do absurdo, onde o negro sente-se ofendido, por ser negro. O feio, por ser feio. O gordo por ser gordo. O homossexual, em sua liberdade, suprime todas as demais. E o adúltero e o trapaceiro clamam por justiça. A tecnologia leva até Auschwitz.

A humanidade, sem se aperceber, faz do absurdo o caminho para sua deidade. E um futuro construído pelo engano se aproxima. A isso todos chamam de esperança. 


A isso Deus chama de loucura, de pecado, rejeitar o amor oferecido em Cristo.  O Deus, o único Deus, que esteve entre nós. E faz uma advertência...

Deixai-os; são guias cegos; ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão no barranco. (Mt 15:14)



domingo, 6 de agosto de 2017

Apocalipse 12 e os astros



Muita “importância” é dada a esta passagem ultimamente. Por um motivo particular, e não por sua repercussão atual, foi feito este texto. 

Os astros
Há uma abordagem que, a partir do termo “céu”, interpreta o capítulo 12 de Apocalipse sob o enfoque da posição dos astros nos céus. 
São apresentadas muitas análises e conclusões são oferecidas. Entendo serem forçadas, desconexas e, principalmente, uma prática hermenêutica esquisitíssima que sugere e permite compreensões  inadequadas: a impessoalidade dos personagens e a sugestão de datas e tempos, que o próprio Cristo os segredou.
Não descarto, porém, que Deus utilize-se de sua criação para trazer juízo sobre a terra, provando seu caráter santo, sua sabedoria e poder.

Ideia geral
Os termos céu e terra e os personagens descritos fazem parte da narrativa bíblica, é preciso vê-los dentro da narrativa, sem o que não teremos entendimento.
·    E tudo inicia com sinais no céu, com uma mulher prestes a dar luz a um Filho. (v. 1)
·       Outro sinal no céu é visto (v. 3), desta feita um dragão.
·       Das visões celestes, abruptamente o dragão está “sobre a terra”. (V. 4).
O texto, assim, descreve sinais e batalhas no céu e perseguição e guerra na terra. Em todos esses movimentos está presente o dragão. Ele é o protagonista do capítulo.

A personalidade dos personagens
A despeito da simbologia existente, os atos garantem que dragão, Filho e Miguel são seres pessoais. 
1.  O dragão
·    Age segundo um propósito ou vontade: tragar o Filho da mulher (v. 4), a mulher (v. 15) remanescente de sua semente (v. 17);
·      Tem seguidores e poder - seus anjos (v. 7);
·      Faz acusações - tem intelecto (v. 10);
·      Tem percepção de tempo (v. 12), e espaço (v. 13)
Além das descrições acima, o v. 9 garante-nos que se trata de satanás - um anjo.

2.  O Filho da mulher (v. 5)
·     Um homem  que terá governo sobre toda a terra;  
·     Foi arrebatado para Deus;
·     Tem um trono celeste
As descrições feitas identificam o Filho da mulher como o Cristo (conf. Sl 2.7-9). Reafirmada pelo próprio Jesus – "a salvação vem dos judeus". (Jo 4.22)
  
3.  Miguel
Os versos 7-10 descrevem uma batalha entre Miguel e seus anjos e satanás e seus anjos. Miguel, de acordo com Dn 12.1, é um ser angelical, portanto, pessoal. Que serve como protetor do povo de Daniel – Israel.

A mulher
Sua descrição do v. 1 se assemelha à descrição encontrada na visão de José (Gn 37.9-10). Lá, há a ilustração do núcleo familiar que viria a ser a nação de Israel. Nenhuma alusão à fé é feita, mas a citação de Jacó e sua família, no corpo das Escrituras, identifica a nação de Israel - étnica, religiosa, geográfica e histórica.  

O cumprimento dos eventos  
Não sabemos sobre o intervalo de tempo entre o verso 1 e 3, tampouco entre os demais versículos do capítulo, e afirmá-lo é especulativo. Quanto ao cumprimento de cada evento - preterista ou não, dependerá do modelo escatológico adotado.

Fatos sobre cumprimento dos eventos  
reino do Filho com vara de ferro sobre as nações ainda não se deu. Mesmo decorridos grande intervalo de tempo entre o nascimento do Filho e os dias atuais. (v. 5)
nascimento do Filho e sua ida para seu trono no céu já ocorreram. Mesmo com um intervalo de tempo entre a nascimento do Filho (v. 4) e seu arrebatamento para Deus para seu trono (v. 5).
É possível que haja um grande intervalo de tempo entre os eventos descritos “parou diante da mulher” (v. 4) e a mulher  “fugiu para o deserto”. (v. 6)
A luta entre Miguel e satanás, em virtude de seus desdobramentos, ainda não se consumou.

A primeira queda
O verso 4 descreve satanás em direção à terra sem oferecer a causa. Parece-nos ser um ato voluntário e intencional, pois diz: “levou após si... e lançou-as”. A voz ativa e modo indicativo dos verbos colaboram com esse entendimento. Que muito diverge do verso 9 na luta contra Miguel.
A perseguição feita ao Filho da mulher (Israel), realizada na terra, deu-se em sua primeira queda. É-nos dada a garantia que foi frustrada pelo desfecho: “arrebatado para Deus e [para] o seu trono”. Quanto a mulher “fugiu para o deserto”, um local preparado por Deus (v. 6).

A segunda queda  - A luta com Miguel
No v. 7 está descrita uma batalha “no céu”. E o v. 8 define o perdedor: satanás. E conclui (v. 9): “ele foi precipitado na terra”. A voz passiva, o tempo aoristo e modo indicativo garantem que satanás perdeu definitivamente e foi submetido a derrota. Portanto, o evento do v. 9, em que satanás foi lançado para terra, difere do evento descrito no v. 4. Aqui ele é expulso do céu. Lá, ele vem em direção à terra voluntariamente para realizar um propósito. A aceitação mais tradicional do texto afirma que esse evento ainda se cumprirá.
O cerne da mensagem afirma que satanás “não mais ter acesso para acusações aos nossos irmãos diante do trono de Deus”. (v. 10). A batalha com Miguel impôs a satanás a perda do acesso ao trono de Deus. Mesmo que não tenhamos detalhes, o contexto posterior mostra que para satanás é grande e definitiva perda.

Um novo momento na terra
Esta “restrição celeste” dá início a um novo momento aqui na terra. Pois lemos, (v. 10): “Agora é chegada a salvação”.
O termo “agora” se ajusta a ser um fato novo. Que gera uma grave advertência no v. 12 “Por isso alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Ai dos que habitam na terra e no mar; porque o diabo desceu a vós”. São dadas felicitações para aqueles que já morreram, e os pêsames para aqueles que estão vivos. E o motivo é a ira do diabo que vem em diraçào à terra.
Sob tais advertências é anunciada a salvação (v. 10) Se este é um fato futuro, e é possível que seja. A proclamação da salvação NUNCA esteve associada aa um cenário tào particular. Pois na proclamação do evangelho para os gentios ou judeus (Livro de Atos) não há qualquer semelhança às condições aqui descritas. 
Os Capítulos posteriores oferecem detalhes para crermos que um local específico é destinado para alguns desses fatos - Sião, pregação feita por anjos, cântico de Moisés, Amagedon. Diante desses fatos, não é possível aceitá-los como pretérito.  
Os últimos atos de satanás
Os versos 13-17 são dedicados a descrever de forma sumária a ação de satanás sobre a terra. Notemos que nenhuma citação é feita ao Filho.
A mulher. O v. 13 mostra que a serpente – satanás – persegue a mulher (Israel), contudo é  guardada e oculta  por um período. (v. 14)
O v. 15, possivelmente após o período determinado no v. 14, a serpente se volta contra mulher (Israel).  E a “terra” agora é quem livra a mulher (Israel) da fúria da serpente. (v. 16).
O remanescente da semente da mulher. Parece-nos que há uma mudança de compreensão da parte da serpente em relação à mulher, pois a descrição do ato de fúria se volta para o “remanescente de sua semente (o Filho da mulher), atribuindo-lhe o termo: “que guardam os mandamentos de Deus e tem o testemunho de Cristo”.
Assim, se encerra – neste capítulo - a descrição da fúria de satanás contra Israel e o remanescente de seu Filho.

Conclusão
Sobre este texto, nenhum modismo pode nos separar das verdades bíblicas. Nenhum tempo nos é permitido sugerir, nenhuma ilusão nos é autorizada criar. Nenhuma metáfora está acima das Escrituras: Satanás é um ser pessoal, poderoso e perverso. Que trava uma batalha contra o Senhor, cuja disposição é promover o mal, o qual se estenderá por toda a terra.
A oposição de satanás à realização dos planos de Deus com Israel é o centro de sua missão. É a luta por esta terra.
Devemos vigiar e confiar plenamente em Deus e em sua palavra... Ele nos guardará. 


Bem-aventurado aquele que lê e bem-aventurados os que ouvem as palavras desta profecia e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. (Ap 1:3)